quinta-feira, 26 de abril de 2012

Entre A Paz e a Guerra

Os pássaros surgiram no céu como raios violentos no horizonte .E como máquinas mortíferas arremessaram-se contra os arranha céus da cidade,riscando do mapa as torres imponentes, que viraram sucata poeirenta e sangrenta no chão.
Vidas se foram.
O mundo inteiro parou.
O inacreditável era triste realidade, um atentado, audacioso e covarde, mostrando ao mundo como somos todos vulneráveis , perante aos corações endurecidos pela ignorância e o fanatismo.
Tomara que este triste episódio sirva como meio de unir os povos, buscando soluções  para a PAZ, que ao invés de petróleo, ouro e novas armas , busquemos sementes que,  brotarão nos corações dos homens, para aplacar a dor, a fome e a desigualdade.
Que os futuros aviões risquem nos céus  um novo rumo e ajudem a esculpir o mapa desse novo mundo.


                                                                          (Teresa Correia-13/09/2001)

Irmão Sofredores

Lá do alto das muralhas
Os sentinelas vigiam
Os espíritos agressivos
Afastando desta casa
Os iminentes perigos

A casa foi protegida
Pelo abraço amigo
A invasão programada
Agora não faz mais sentido

Irmãos fiquem atentos
Às ciladas do caminho
Os frutos agora doces
Antes tinham espinhos

Umbralino nosso irmão
Filho do Criador
Façamos nossas preces
Pelo irmão sofredor

Vamos irmãos, entreguem-se
Ao trabalho mediador
Não existe crescimento
Sem sofrimento nem dor.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um novo dia

Quero viver um novo dia
Cansei de minha fragilidade
Vencerei meu medo
Tenho sede de felicidade

Quero deixar meu corpo pleito
Livre das amarras do passado
Fazer do ato um feito
Não sonho cristalizado

Tudo na sintonia do espaço
Não será mera recordação
Quando chegares abrirem meus braços
Farei desta noite uma canção.

Pai

Pai, hoje faz trinta e cinco anos que partistes. Neste dia as lembranças são mais forte, sinto saudades do teu ombro amigo e do teu carinho.


Sei bem, que estás em outra dimensão. Sei também que se puderes estarás acompanhando meus passos. Como a guiá-los, como fazias quando eu era criança. Bons tempos aqueles pai!


Que eu podia correr, brincar e quando alguma coisa ameaçava-me perigo, corria para junto de ti. Então abraçavas-me e esfregavas a tua barba espessa, era teu jeito de dizeres ; não tenhas medo estou aqui . Eras um homem forte , muitas vezes temido pela tua força, teimosia e determinação, mas às vezes conseguia ver em ti um coração de criança. Hoje, muitas vezes meditando, vendo o sol ou as estrelas procuro-te e não sei porquê? Quando elevo o pensamento a ti, acalmo-me, parece que tudo em torno de mim está em paz, apesar de todas as tempestade. Pai, continuas a ser para mim a referência do amor, carinho e honestidade.


Nosso Amor

   Teu amor deu-me abrigo
   No deserto de minha solidão
   Teus braços  cingiram-me
   Cheios de ternura e paixão

   Tu foste para mim
   A primavera chegando
   Um sorriso de criança
   Num barquinho navegando
 
   No  teu ombro amigo
   Sempre encontro refúgio
   Nunca  negastes-me apoio
   És meu porto seguro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Visão de Paradela na década de 70

Pequena aldeia transmontana com aprox. 300 habitantes.
A Rua Direita era a principal.
No meio da aldeia um largo, palco de todos os acontecimentos do lugar. Era rodeado por uma igreja, os tanques colectivos, onde as novidades corriam de boca em boca, o jardim da Casa Gama com árvores lindas e raras (pena terem sido trocadas por esqueletos de casas inacabadas), o tanque bebedouro dos animais, a fonte onde as senhoras sentavam à tardinha para saberem as notícias recentes e verem o vai e vem do largo.
O meio do largo era enfeitado por uma bica de água cristalina e um lindíssimo chorão, onde homens jogavam cartas e bebiam vinho.
Existiam duas mercearias, a do Sr. Abílio Figueiredo no Largo e a da Marquinhas no Curral. Ali podia-se comprar o que a terra não fornecia.
Os campos todos cultivados por: belas searas, vinhas, olivais, cerejeiras etc...
As famílias eram simples e ordeiras.
Os mais velhos aceitavam a vida tranquila do campo. Os jovens saiam sequiosos de conhecer o
mundo. Porém, quase todos voltavam para as férias de verão.
Não importava a casa simples, a mesa tosca, mas farta de pão e afecto.
Foi nesse lugar mágico que nasci, cresci e vivi os amores platónicos tão próprios da juventude.

LEMBRANÇAS

Se um dia no futuro te encontrar.
Mesmo de longe, não deixa de saudar-me.
As lembranças são eternas, não fugazes como os beijos.
Porém, os teus marcaram-me de tal forma que ainda hoje sinto;
o gosto dos teus lábios e o suave odor do teu perfume.